Os Núcleos Galácticos Ativos (AGN) representam uma das manifestações mais energéticas do Universo, desempenhando um papel fundamental na evolução das galáxias por meio de processos de acreção e feedback. Na era do LSST (Legacy Survey of Space and Time), conduzido pelo Observatório Vera C. Rubin, a astronomia de variabilidade entrará em um novo regime, possibilitando o monitoramento de bilhões de fontes ao longo de uma década com profundidade sem precedentes. Nesse contexto, os AGNs, em particular os chamados “changing-look AGN” (CLAGN), poderão ser identificados e estudados em larga escala, permitindo investigar transições rápidas nos estados de acreção, mudanças nas linhas de emissão e variações no contínuo. Discutirei as oportunidades e desafios associados à detecção, classificação e análise de AGN na era do LSST, destacando o papel de técnicas estatísticas avançadas, aprendizado de máquina e a sinergia com levantamentos espectroscópicos complementares, como DESI e SDSS. Ademais, também trarei um papo sobre a área de astrofísica computacional, que cresce no Brasil para atender as demandas dessa nova era.